Suplementos alimentares: quando são necessários e quais os riscos do uso sem orientação
Especialistas alertam que o uso sem orientação pode causar riscos à saúde e que a maioria das pessoas não precisa de suplementação quando mantém uma dieta equilibrada
Por Vera
17/04/2026 - 12h15
specialistas reforçam que suplementos devem ser usados com orientação profissional e não substituem uma dieta equilibrada. O consumo de suplementos alimentares tem aumentado significativamente nos últimos anos, impulsionado sobretudo pela influência de conteúdos nas redes sociais. Apesar da popularidade, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alerta que o uso indiscriminado pode trazer riscos e, na maioria dos casos, não é necessário.
Entre os produtos mais procurados estão multivitamínicos, magnésio, probióticos, óleo de peixe, vitamina C, colágeno, vitamina B12, proteínas em pó, fibras e os chamados “pós verdes”. Ainda que prometam benefícios variados, especialistas destacam que uma alimentação equilibrada costuma ser suficiente para suprir as necessidades nutricionais da maior parte da população.
De acordo com a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama, a suplementação deve ser indicada apenas em situações específicas. “Quando há carências nutricionais comprovadas ou necessidades particulares, os suplementos podem ser importantes. Fora disso, não substituem uma alimentação saudável”, afirma.
Alimentação segue como base da saúde
Uma dieta variada, rica em alimentos in natura ou minimamente processados como frutas, verduras, legumes, carnes, ovos e peixes é considerada a principal fonte de nutrientes. Segundo a especialista, esses alimentos oferecem uma combinação equilibrada de substâncias que favorecem a absorção pelo organismo.
O uso sem orientação, no entanto, pode causar prejuízos. “O consumo excessivo de certos nutrientes pode provocar toxicidade ou interferir no equilíbrio de outros. Altas doses de vitamina D, por exemplo, podem causar calcificação de tecidos, enquanto o excesso de proteína pode sobrecarregar os rins, especialmente em pessoas com doenças renais”, alerta.
Quando a suplementação é necessária
Há situações em que a suplementação é recomendada, como durante a gestação, após cirurgias bariátricas, em casos de deficiências nutricionais diagnosticadas ou em condições clínicas específicas. Também pode ser indicada de forma preventiva em políticas públicas, como a suplementação de ferro, vitamina A, ácido fólico e o uso de sal iodado.
Ainda assim, a orientação de um médico ou nutricionista é indispensável. “Quando bem prescritos, os suplementos podem trazer benefícios. Mas, sem avaliação adequada, podem representar um custo desnecessário ou até riscos à saúde”, ressalta Carolina Gama.
Onde buscar orientação
A população pode contar com o suporte do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece acompanhamento nutricional nas unidades básicas de saúde, tanto em atendimentos individuais quanto em atividades coletivas.
Além disso, a SES-DF mantém o Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (PTNED), voltado a pacientes que necessitam de suporte nutricional específico. O programa disponibiliza suplementos e orientações conforme as necessidades clínicas, sempre com acompanhamento profissional.



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